Estudantes brasileiros caminhando em campus universitário em Portugal com bandeiras de Brasil e Portugal

Tomar a decisão de cursar a graduação em solo português significa mais do que deslocar-se para outro país. É, na verdade, encarar uma jornada de autodescobrimento, adaptação e profundas mudanças na vida acadêmica, profissional e pessoal. Por isso, resolvi compartilhar neste artigo um guia detalhado de como estudar em Portugal, incluindo processos de inscrição, custos, obtenção de visto, reconhecimento de diploma e dicas práticas de planejamento. Tudo motivado tanto pelo meu interesse pelo assunto quanto por meus trocados com famílias e jovens que já fizeram ou planejam fazer essa grande mudança. Acompanhe este texto e entenda como montar um projeto sólido para conquistar essa oportunidade.

Por que Portugal é tão procurado para graduação?

Portugal já figurava como um dos destinos favoritos de estudantes brasileiros para programas de mobilidade. Nos últimos anos, porém, essa preferência ganhou força também na graduação e pós, diante de facilidades como reconhecimento do ENEM, semelhança do idioma e possibilidade de construir carreira em um país da União Europeia.

Escolher Portugal é optar por um ambiente acolhedor e culturalmente rico.

Com universidades centenárias e cursos de alta reputação internacional, há um leque de opções que vai do tradicional ao mais inovador. Ao mesmo tempo, viver em Portugal traz acesso a cidades seguras, diversidade cultural, oportunidades de estágio em distintas áreas e custos de vida geralmente mais baixos quando comparados a outros países europeus.

Segundo a brochura "Your way to Portugal: A guide for international students" e também o portal Study in Portugal, publicada pela DGES, a comunidade internacional de estudantes cresce ano após ano, o que contribui para a internacionalização e o desenvolvimento do ensino superior português.

Entendendo o sistema de ensino superior em Portugal

Antes de falar das formas de ingresso e planejamento, considero importante entender como se organiza o sistema português. O ensino superior divide-se entre Universidades e Institutos Politécnicos. Ambos oferecem graduações (licenciaturas e mestrados integrados), com pequenas diferenças nos enfoques teórico (universidades) e prático (politécnicos).

No geral, as graduações duram entre 3 a 6 anos, dependendo do curso. Os títulos outorgados são reconhecidos em toda a União Europeia, o que abre portas para mobilidade acadêmica e profissional em vários países.

O acesso à graduação depende da realização de provas de ingresso e avaliação do percurso escolar, conforme informa a Direção-Geral do Ensino Superior.

Diferenças em relação ao Brasil

Na minha opinião, o maior choque para os brasileiros costuma ser a própria estrutura e exigências do ensino superior. Não existem vestibulares como conhecemos no Brasil: o acesso ocorre por meio de exames nacionais de final de ensino médio (as "provas de ingresso"), entrevistas, análise do histórico escolar e, em muitos cursos, exigências específicas como exames de aptidão.

Os processos seletivos podem variar bastante entre instituições e cursos.

Outro ponto que considero fundamental: em Portugal há forte competição pelos cursos mais disputados, como Medicina ou Engenharia, com notas mínimas altas e vagas bastante limitadas, obrigando candidatos a adotarem estratégias de inscrição cuidadosas.

Opções de ingresso para brasileiros

Hoje, brasileiros contam com diferentes caminhos para acessar as universidades de Portugal. Em minhas pesquisas e conversas, percebi que é essencial conhecer todos eles para não correr o risco de perder prazos ou escolher uma porta de entrada inflexível ao seu perfil acadêmico e financeiro.

1. Candidatura por uso do ENEM

Muitas universidades portuguesas aceitam a nota do ENEM como critério de seleção de estudantes estrangeiros. Aliás, o processo seletivo da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa recentemente passou a aceitar notas do ENEM dos três anos anteriores do candidato, somando entrevista por vídeo para avaliação da motivação e perfil.

Os principais pontos desse formato:

  • A universidade define a nota mínima exigida para formulário ENEM.
  • A nota utilizada pode ser dos exames dos 3 anos anteriores ao de candidatura.
  • Além da nota, é comum que o estudante precise enviar carta de motivação e documentação acadêmica (histórico, certificados, etc).
  • A aprovação pode depender também do perfil do candidato, verificado por entrevista ou análise curricular.

O ENEM costuma ser aceito tanto em universidades públicas quanto privadas, mas sempre por meio de editais e regras próprias. Dá para conferir as listas de faculdades conveniadas e o detalhamento dos requisitos no site das instituições de interesse.

2. Provas de ingresso e acesso regular

Outra opção é realizar as provas de ingresso exigidas pelas instituições públicas portuguesas. Esse é o caminho tradicional seguido também pelos estudantes locais.

Segundo a DGES, as provas de ingresso normalmente são exames nacionais aplicados no último ano do secundário e variam conforme cada curso e universidade.

Cada curso pode exigir duas ou três provas específicas, válidas por até quatro anos. Nessas situações, o estudante brasileiro pode solicitar equivalência do ensino médio no consulado português no Brasil e, se necessário, agendar as provas em Portugal.

Os requisitos detalhados de cada instituição estão sempre disponíveis nos editais oficiais. Os custos dessas provas são baixos se comparados a vestibulares no Brasil, mas é preciso planejar a viagem para realizá-las, quando não é possível fazer a equivalência apenas com o ENEM.

Informações mais detalhadas podem ser encontradas nas orientações sobre provas de ingresso, publicadas pela DGES.

3. Bolsas de estudo e apoios

Diversas universidades oferecem bolsas parciais ou integrais destinadas especificamente a estudantes internacionais. Há também programas de bolsas concedidas por entidades governamentais e privadas de Portugal. Nesses casos, o estudante deve consultar os critérios do edital de cada universidade: algumas privilegiam rendimento acadêmico, outras avaliam condições financeiras ou realizam exames adicionais.

As bolsas podem cobrir mensalidades, despesas básicas ou ambas, leia atentamente os editais!

Na minha experiência, buscar bolsas exige atenção redobrada aos prazos. Muitas abrem inscrições antes mesmo do período regular de candidaturas, e pedem documentação extra, como comprovante de renda, cartas de recomendação e planos de estudo.

4. Transferência e intercâmbio

Estudantes já matriculados em cursos superiores brasileiros podem tentar transferência para Portugal, aproveitando créditos equivalentes. Cada universidade analisa a grade curricular para decidir que matérias serão revalidadas. Para quem deseja apenas passar um semestre ou ano letivo fora, os programas de mobilidade e intercâmbio também abrem essa porta, dispensando ingresso formal como calouro.

A dica é: acompanhe os editais e fale diretamente com os setores internacionais das instituições. Transferências são anualmente possíveis e muitas vezes facilitadas para países lusófonos.

Como escolher a melhor instituição e curso

Cheguei a ver estudantes que quase perderam o ano por escolherem o curso e a instituição apenas pelo nome ou localização. Afinal, decidir onde estudar em Portugal exige analisar vários critérios para alinhar o investimento ao objetivo de carreira e ao perfil. Vou listar abaixo os fatores que considero mais relevantes:

  • Oferta curricular (quais disciplinas e grau de especialização já na graduação)
  • Reconhecimento nacional e internacional da universidade (rankings, certificações)
  • Localização e estrutura (vidas em cidades maiores ou pequenas; laboratórios, bibliotecas, suporte estudantil)
  • Custos de mensalidades e taxas administrativas (diferenças grandes entre públicas e privadas)
  • Possibilidade de estágios, intercâmbios e transferência de créditos
  • Presença de suporte acadêmico e psicológico à comunidade internacional

Entre as universidades portuguesas, algumas cidades costumam atrair mais brasileiros por oferecerem boa infraestrutura, oportunidades de trabalho e vida cultural ativa, como Lisboa, Porto, Coimbra, Braga e Aveiro. Avaliar o custo de vida local também é indispensável. Consulte o nosso guia sobre custo de vida em Portugal para entender gastos médios nas principais cidades.

Diferenças de custos entre universidades públicas e privadas

Muitas vezes, a relação custo-benefício é determinante para a decisão de estudar fora. Por isso, dedico este trecho para detalhar quanto se paga para estudar em universidades portuguesas, quais taxas são cobradas, e os principais pontos de economia, ou de aumento de gastos, que cada escolha traz.

Universidades públicas

O valor das propinas (mensalidades anuais) em instituições públicas é fixado por lei, variando entre cursos e universidades. Para brasileiros, há diferenças importantes:

  • Estudantes internacionais normalmente pagam valores superiores ao dos cidadãos europeus.
  • A propina anual para estrangeiros costuma variar entre 2.000 e 7.000 euros por ano para cursos de graduação.
  • Além da propina, existem taxas administrativas, seguro escolar, material didático e eventuais custos de matrícula.

Cursos como Medicina, Odontologia e Engenharia têm valores no topo desse patamar, enquanto licenciaturas em Humanidades podem custar menos.

Instituições privadas

Nas faculdades privadas, as mensalidades (ou anuidades) podem ultrapassar 10 mil euros por ano, dependendo do curso. Apesar disso, costumam oferecer bolsas de mérito ou necessidade, e processos de ingresso, por vezes, mais simples.

O estudante deve prever ainda despesas com:

  • Moradia (alojamento estudantil ou aluguel sozinho/compartilhado)
  • Transporte e alimentação
  • Material didático, livros, computador
  • Saúde (seguro obrigatório para não-europeus)
  • Lazer e eventos culturais

Minha recomendação é montar uma planilha de planejamento, visualizando custos mensais e reservas financeiras. Ferramentas como a solução oferecida pela Viver Lá Fora possibilitam esse tipo de organização, e o acesso vitalício ao plano permite ajustes ao longo do curso.

Etapas e prazos para candidatura

O processo de candidatura para uma universidade portuguesa que aceita alunos estrangeiros segue um calendário rigoroso, que inclui etapas obrigatórias. Aqui vai um roteiro baseado na experiência de muitos alunos que entrevistei:

  1. Escolha do curso e levantamento das universidades: Faça uma lista das opções viáveis e baixe os editais do curso desejado. Prefira planejar com um ano de antecedência.
  2. Equivalência do ensino médio: Solicite junto ao Consulado de Portugal no Brasil a equivalência do seu ensino médio, apresentando a documentação do histórico escolar traduzido e autenticado. Essa é uma etapa fundamental para validar seu percurso acadêmico no Brasil.
  3. Preparação dos documentos: Organize apostila de Haia, traduções juramentadas, comprovantes de residência, passaporte válido, certificado de ENEM, exames nacionais, carta de motivação e recomendações.
  4. Inscrições online: Preencha os formulários das universidades escolhidas e anexe os documentos. Atenção aos prazos: abrem geralmente entre fevereiro e maio para ingresso em setembro daquele ano letivo.
  5. Pagamento de taxas: Cada inscrição costuma ter uma taxa, que deve ser paga com antecedência para confirmar a candidatura.
  6. Acompanhamento do resultado e matrícula: Acompanhe pelo portal da instituição os resultados. Se aprovado, faça matrícula e inicie o pedido de visto.
Organização é a chave para não perder prazos e documentos.

Para acompanhar de perto cada etapa, recomendo acessar o passo a passo de planejamento no artigo Estudar fora do país: guia passo a passo, pois traz detalhes sobre preparação documental e dicas de adaptação à vida acadêmica internacional.

Passo a passo do visto de estudante

Depois da aprovação na universidade, vem um dos processos mais aguardados e que pode causar certa ansiedade: o pedido do visto. Baseio esta seção nas informações disponíveis no Governo de Portugal, além de relatos pessoais e acompanhamentos de clientes da Viver Lá Fora.

  1. Aceitação formal pela universidade: Guarde a carta de aceite ou comprovante de matrícula, documento central do pedido.
  2. Preparar documentação: Emita passaporte com validade superior a seis meses, comprovante de moradia em Portugal, comprovativo de meios de subsistência (extrato bancário pessoal, declaração de imposto de renda para comprovar renda mensal ou patrocínio dos pais).
  3. Seguro de saúde internacional: É obrigatório apresentar apólice válida para toda a estadia, cobrindo despesas médicas e de repatriação.
  4. Solicitar o visto no consulado: Leve toda a documentação à Embaixada ou Consulado português responsável pela sua região. Há exigência de agendamento prévio e pagamento de taxa, cuja atualização está no portal oficial.
  5. Aguardar análise e recolher visto: O tempo de resposta pode variar entre 30 a 90 dias, dependendo da época do ano.

Um ponto importante: caso aceite por mais de uma universidade, só solicite o visto com a carta de aceite da escolhida, pois é preciso vinculá-lo à instituição que receberá o estudante.

Documentos organizados para visto de estudante Após chegar em Portugal, não esqueça: é obrigatório regularizar a situação migratória junto ao SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), solicitando o cartão de residência temporária estudantil.

Situações especiais e dúvidas comuns

Ao apoiar estudantes e famílias no planejamento de viver no exterior, observo dúvidas recorrentes sobre áreas de estudo disputadas, incentivos para quem possui cidadania portuguesa, e o tema da validação ou reconhecimento internacional do diploma. Vou detalhar esses tópicos:

Cursos concorridos: medicina, direito e engenharia

Os cursos mais concorridos de Portugal, como Medicina, têm processos seletivos bastante exigentes. Para Medicina, em especial, a oferta de vagas para estrangeiros é limitada, e o peso das notas do ENEM ou provas de ingresso costuma ser ainda maior.

É comum que o candidato precise participar de entrevistas, avaliações motivacionais e, no caso de Medicina, comprovar idoneidade e aptidão física e psicológica. As propinas também costumam ser superiores à média dos demais cursos.

Em Direito e Engenharia, a tendência é seguir o padrão das notas de corte altas e processos seletivos detalhados, mas com possibilidades mais amplas de ingresso para estudantes de países de língua portuguesa.

Se o sonho é estudar em uma dessas áreas, recomendo redobrar atenção ao calendário de provas e reunir todos os documentos ainda antes da abertura das inscrições.

Reconhecimento internacional do diploma

Outro motivo pelo qual muitos brasileiros buscam a graduação em Portugal é a chance de ter o título reconhecido em toda a União Europeia. Isso permite aplicar para mestrado, concursos internacionais, buscar vagas profissionais na Europa ou realizar transferência universitária para outros países, facilitando o acesso ao mercado de trabalho global.

Diplomas portugueses têm reconhecimento automático em boa parte da Europa.

De qualquer forma, para atuar em profissões regulamentadas (como Medicina, Enfermagem, Direito, etc.), é necessário cumprir regras específicas e, muitas vezes, realizar exames e estágios obrigatórios, tanto em Portugal quanto no país ao qual se pretende mudar após a graduação.

Vantagens para quem tem cidadania portuguesa

Estudantes que possuem dupla cidadania, especialmente europeia, contam com vantagens claras em Portugal. As principais são:

  • Pagamento de propinas reduzidas, iguais às cobradas de cidadãos portugueses
  • Prioridade em vagas ofertadas pelo regime geral
  • Facilidade no acesso a bolsas públicas e serviços de apoio social
  • Acesso automático ao Sistema Nacional de Saúde, reduzindo custos com planos privados
  • Isenção de vistos específicos, já que podem residir e estudar livremente no território da União Europeia

Mesmo assim, há necessidade de apresentar documentação e estudar todo o procedimento, pois a universidade pode requisitar comprovação de residência e regularização fiscal local.

Dicas práticas para planejamento e adaptação

Falo por experiência: assumir o desafio de ser estudante no exterior pede planejamento detalhado, organização dos documentos, preparação emocional e adaptação gradativa à cultura e rotina portuguesas. Reuni algumas dicas práticas:

  • Criar uma planilha de gastos mensais e reserva de emergência antes da mudança
  • Separar todos os documentos em versões impressas e digitais, além de mantê-los organizados (passaporte, carteiras, comprovantes financeiros, carta de aceite, comprovante de moradia)
  • Buscar grupos de apoio e comunidades de estudantes brasileiros para trocar experiências e receber dicas de adaptação
  • Consultar com frequência as informações oficiais das universidades, como as FAQs da DGES, para atualização de processos
  • Considerar fazer visitas virtuais e presenciais nas instituições antes de efetivar matrícula, para avaliar moradia, transporte e clima local
Envolva sua família no processo, desde o planejamento até à busca de moradia.

O suporte familiar faz diferença na adaptação, assim como acessar tutoriais estruturados, como o disponibilizado pela equipe da Viver Lá Fora, com roteiro de planejamento documento por documento, aumentando as chances de evitar esquecimentos e erros burocráticos que podem atrasar a viagem ou o início das aulas.

Como organizar a mudança e não se perder no processo?

Planejar uma mudança internacional é complexo. Costumo orientar meus clientes e leitores a organizarem tudo em fases, acompanhadas de listas de checagem:

  1. Defina o curso e o destino, pesquisando custo de vida, grade curricular e potencial de trabalho local.
  2. Liste todos os documentos e inicie traduções e legalizações decerto com antecedência.
  3. Construa um cronograma realista, marcando todos os prazos (de candidatura, matrícula, visto, reserva de moradia, emissão de seguro, compra de passagem aérea).
  4. Simule custos anuais, incluindo possíveis gastos extras.
  5. Prepare-se emocionalmente para o início da adaptação cultural e acadêmica.

Recomendo também a leitura do artigo Imigração em Portugal: o que você precisará saber em 2025 para aprofundar detalhes sobre visto, legalização de documentos e exigências fiscais.

Família planejando mudança para universidade estrangeira Outro aspecto fundamental é o orçamento limitado, assunto frequentemente abordado por famílias. O artigo Morar em Portugal com orçamento limitado: passo a passo compartilha formas de reduzir custos e encontrar alternativas de economia nas principais despesas da vida de estudante no exterior.

Reconhecimento e validação de diploma brasileiro em Portugal

Muitos leitores me perguntam: vale a pena validar o diploma de graduação feito no Brasil em Portugal? Depende dos objetivos do estudante. Quem pretende fazer pós, atuar em profissões regulamentadas ou disputar concursos em Portugal, precisa passar por processo chamado de “reconhecimento de grau”.

O procedimento de reconhecimento de diploma é feito diretamente na universidade portuguesa da área correspondente, mediante análise documental e, em alguns casos, provas e entrevistas.

Já para fins profissionais, pode haver exigência de inscrição em ordens ou conselhos portugueses da profissão (como na OAB para advogados, ou na Ordem dos Médicos, para médicos e dentistas). O reconhecimento pode demorar entre 6 meses a um ano e implica taxas administrativas.

Dicas para estudantes indecisos ou em transição

Se você ainda está indeciso entre cursos, universidades ou tipo de ingresso, recomendo organizar as informações em planilhas, ponderando prós e contras de cada opção. Ferramentas como a oferecida pela Viver Lá Fora permitem visualizar caminhos, prazos e custos para cada escolha, tornando mais claro o cenário.

Caso queira transferir seu curso do Brasil para Portugal, sugiro:

  1. Solicitar a grade curricular detalhada do seu curso no Brasil
  2. Pedir apoio do departamento internacional da universidade portuguesa de interesse para análise prévia dos créditos que podem ser validados
  3. Lembrar que a quantidade de matérias aproveitadas depende da sobreposição de conteúdos e carga horária

Para estudantes que querem experimentar uma vivência internacional sem abrir mão do vínculo com a faculdade brasileira, o intercâmbio de curta duração é a opção mais prática, podendo ser desenvolvido em regime de “mobilidade” por um semestre ou um ano letivo sem perder o currículo acadêmico já conquistado em casa.

O papel do planejamento estruturado no sucesso acadêmico

Ter uma ferramenta estruturada para planejar cada etapa da mudança faz toda diferença no processo, não só pelo controle financeiro mas pela clareza das tarefas e dos documentos necessários. No meu acompanhamento de estudantes, percebo que aqueles que usam roteiros e planilhas (como a desenvolvida pela equipe Viver Lá Fora), estão sempre um passo à frente para evitar imprevistos, não perderem prazos e se adaptarem melhor à vida acadêmica portuguesa.

Estudante internacional em Portugal estudando em biblioteca Essas ferramentas permitem ainda a consulta e atualização em tempo real, seja pelo celular durante o deslocamento, ou em família, com todos acompanhando o status das etapas e adaptações necessárias.

Conclusão

Fazer graduação em Portugal é, sem dúvida, um projeto promissor, com potencial para gerar crescimento acadêmico, novas experiências culturais e abertura de portas na carreira.

Com organização, acesso à informação confiável, uso de ferramentas adequadas e apoio técnico de iniciativas como a Viver Lá Fora, é possível transformar o sonho de estudar fora em um plano concreto, evitando os principais erros e agilizando cada etapa, do ingresso na faculdade ao pedido de visto e escolha da moradia.

Se você está decidido a desenhar esse caminho, meu convite é conhecer mais sobre a solução de planejamento da Viver Lá Fora e fazer da sua mudança uma experiência mais segura, estruturada e feliz. Descubra como nós podemos ajudar você e sua família a conquistar esse novo capítulo de vida com tranquilidade e autonomia.

Perguntas frequentes sobre graduação em Portugal

Como funcionam os processos seletivos das faculdades?

Os processos seletivos das universidades portuguesas para estrangeiros são bastante variados. A maioria aceita a nota do ENEM, mas há instituições que exigem provas de ingresso próprias ou ainda análise do histórico escolar e entrevistas motivacionais. Os editais das universidades detalham as regras específicas para cada curso, principalmente em áreas como Medicina, onde a concorrência é mais alta. Para cursos sem exigências especiais, o uso do ENEM tem sido o caminho mais simples, bastando cumprir a nota de corte estabelecida. Recomendo sempre consultar diretamente o edital mais recente da instituição de interesse e acompanhar informações no portal oficial da DGES e nos canais institucionais das faculdades.

Quanto custa estudar em Portugal?

O custo de estudar em Portugal varia segundo o tipo de instituição (pública ou privada), o curso e a cidade escolhida. Em universidades públicas, a propina anual para estudantes internacionais gira em torno de 2.000 a 7.000 euros por ano para graduações, enquanto nas privadas pode ultrapassar 10.000 euros anuais. Além das mensalidades, é indispensável incluir despesas com moradia, transporte, alimentação, seguro de saúde, material didático e taxas administrativas. Para quem busca alternativas de economia, é interessante pesquisar bolsas, alojamentos estudantis e alimentação subsidiada, além de consultar ferramentas de organização financeira como as da Viver Lá Fora.

Quais são os documentos necessários para o visto?

Para solicitar o visto de estudante para Portugal, os documentos principais são: passaporte válido, carta de aceitação da universidade, comprovante de moradia, seguro saúde internacional, comprovativos de meios de subsistência (extratos bancários ou documentos de renda) e formulários do pedido de visto preenchidos. Recomendo preparar traduções juramentadas e apostilar documentos conforme exigido pelo consulado. Um ponto fundamental é manter cópias digitais e impressas de todos os papéis exigidos e acompanhar o status da solicitação pelo site do consulado ou da embaixada.

Vale a pena fazer faculdade em Portugal?

Na minha opinião, estudar em Portugal vale muito a pena para quem busca uma formação internacional, ambientes multiculturais, qualidade acadêmica e possibilidade de construir carreira na Europa. A experiência, além de enriquecer o currículo, permite desenvolver autonomia, maturidade e redes de contato globais. A equivalência de diplomas em outros países da União Europeia também aumenta as oportunidades. O investimento financeiro é significativo, mas pode gerar retornos expressivos, tanto na vida profissional quanto pessoal.

Como validar meu diploma brasileiro em Portugal?

O diploma brasileiro pode ser validado em Portugal através do processo chamado “reconhecimento de grau”. O aluno deve entrar em contato com uma universidade portuguesa da mesma área de formação, apresentar toda a documentação (histórico, currículo das disciplinas, diploma traduzido e apostilado) e, se necessário, passar por entrevistas ou provas adicionais. A análise leva alguns meses e há cobrança de taxa administrativa. Para fins profissionais, em áreas regulamentadas, pode ser exigido ainda o registro em órgãos profissionais locais. Se precisar de apoio para se organizar, recomendo buscar suportes estruturados, como o tutorial da Viver Lá Fora.

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Sobre o Autor

Viver Lá Fora

Viver Lá Fora é especialista em desenvolver ferramentas práticas que facilitam o planejamento de mudanças internacionais, apoiando pessoas e famílias em todas as etapas do processo de morar fora. Com base em mais de 20 anos de experiência em modelagem de dados, a equipe da Viver Lá Fora dedica-se a transformar desejos de morar no exterior em planos concretos e estruturados, trazendo organização e clareza para quem busca uma nova vida em outro país.

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