Estudantes em frente a universidade na Espanha com bandeira espanhola
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Posso dizer que pensar em cursar uma graduação fora do Brasil é um sonho de muitos, especialmente quando se trata de estudar na Espanha. Além de ser um país cheio de história, cultura vibrante e diversidade regional, a Espanha oferece universidades reconhecidas internacionalmente e uma qualidade de vida diferenciada para estudantes. Mas, como em toda mudança para outro país, o processo para entrar numa instituição espanhola tem suas etapas e detalhes importantes. Vou compartilhar tudo o que aprendi sobre quem deseja ocupar uma cadeira em uma universidade espanhola: desde formas de ingresso, processos de validação de estudos, custos, moradia, até detalhes que facilitam ou travam a tão sonhada matrícula.

Entendendo as formas de ingresso para brasileiros

Existem diferentes caminhos para quem pretende estudar numa universidade espanhola. Cada perfil e objetivo podem levar a escolhas distintas, então vou detalhar como funciona cada um dos principais métodos para brasileiros.

1. Ingresso direto pelo ENEM

Desde 2017, algumas universidades espanholas passaram a aceitar a nota do ENEM em seus processos seletivos. Em minha pesquisa, descobri que isso facilita bastante para quem já terminou o ensino médio no Brasil e obteve bom desempenho no exame.

  • Nem toda universidade espanhola aceita o ENEM, então vale verificar no site da instituição de interesse.
  • A nota do ENEM precisa ser homologada através da UNED (Universidad Nacional de Educación a Distancia), responsável pela Credencial UNEDasiss, documento exigido na candidatura.
  • O procedimento exige envio de documentos escolar (histórico, certificado de conclusão e nota do ENEM) traduzidos e apostilados.

Essa é a opção que considero mais simples para quem terminou o ensino médio recentemente e quer evitar vestibulares locais.

2. Processo seletivo local ou vestibular espanhol

Outro caminho bastante sólido é realizar o processo seletivo local, conhecido como "Selectividad" ou "EvAU". Trata-se do exame de ingresso aplicado anualmente nas universidades espanholas para estudantes do país e estrangeiros.

  • É composto por provas de matérias específicas, geralmente relacionadas ao curso desejado.
  • Para estrangeiros, existe uma adaptação das provas, com conteúdos avaliados de acordo com o histórico escolar e o foco da graduação.
  • Requer nível intermediário a avançado de espanhol, já que a prova é toda aplicada no idioma.

Posso dizer que, apesar de ser um processo um pouco mais burocrático, é um caminho comum para quem quer garantir a vaga por mérito acadêmico e escolher qualquer universidade.

3. Transferência universitária

Para quem já está cursando uma faculdade no Brasil, existe a possibilidade de solicitar transferência para uma instituição espanhola. Apesar de algumas burocracias, pode ser uma alternativa para não precisar começar o curso do zero.

  • É necessário apresentar o histórico acadêmico detalhado, programas das disciplinas cursadas e, normalmente, um certificado de idioma.
  • A universidade espanhola pode exigir validação de matérias, e a equivalência é analisada caso a caso.
  • Processo varia bastante de acordo com cada instituição e curso escolhido.

Lembrando que essa opção raramente elimina toda a carga horária já feita no Brasil, mas pode, sim, abreviar parte do tempo de graduação.

Vista ampla de um campus universitário na Espanha

Processo de homologação de estudos e validação de diploma

Antes de iniciar a jornada universitária na Espanha, é preciso “validar” o diploma de ensino médio brasileiro ou os anos cursados na faculdade (no caso de transferência). Esse processo é conhecido como homologação ou convalidação de estudos.

O objetivo é garantir que o histórico brasileiro seja reconhecido como equivalente ao sistema educacional espanhol. Costuma envolver:

  • Tradução juramentada do diploma, histórico escolar e demais documentos exigidos.
  • Apostilamento segundo a Convenção de Haia para garantir validade internacional dos papéis.
  • Envio dos documentos à delegação do Ministério da Educação espanhol ou órgão responsável indicado pela universidade.

Este passo é obrigatório para qualquer forma de ingresso, seja pelo ENEM, vestibular local ou transferência.

Prazos e alertas importantes

Na minha experiência, o maior desafio está no tempo: a tramitação pode levar meses. Por isso, recomendo iniciar a preparação desses documentos com antecedência, já pensando na data de abertura das inscrições das universidades.

Antecipação é sinônimo de tranquilidade nesse processo.

Documentos exigidos para candidatura

Algo que sempre observo quando converso com quem já fez essa travessia é a necessidade de organização documental. Erros ou falta de algum item costumam atrasar o sonho.

Os principais documentos que você provavelmente vai precisar reunir são:

  • Passaporte válido
  • Diploma de ensino médio (ou universitário) e histórico escolar
  • Documentos de tradução juramentada para o espanhol
  • Credencial UNEDasiss (caso opte pelo ENEM)
  • Comprovante de homologação e apostilamento
  • Comprovação de proficiência em espanhol (DELE, SIELE ou exames próprios das universidades) caso exigido
  • Formulário de inscrição da universidade escolhida
  • Comprovantes financeiros (bastante exigido durante a solicitação do visto de estudante)
  • Comprovante de seguro saúde internacional
  • Foto recente, no padrão de passaporte

Se possível, procure deixar tudo pronto com pelo menos três meses antes dos prazos das universidades. Não subestime o tempo de tradução e legalização dos papéis brasileiros.

Universidades públicas versus privadas: qual escolher?

Muito se fala sobre a escolha entre instituições públicas e privadas na Espanha. Ao contrário do que ocorre no Brasil, estudar em universidades públicas lá não é totalmente gratuito, porém o custo costuma ser bem mais baixo comparado ao das privadas.

Custos e diferenças de perfil

  • Universidades públicas: taxas anuais variam entre 700 e 3.000 euros, dependendo do curso e comunidade autônoma.
  • Privadas: os valores podem ir de 7.000 a mais de 20.000 euros ao ano, especialmente em cursos como medicina, engenharia e direito.
  • Públicas tendem a ser mais concorridas, com processos seletivos rigorosos. Privadas aceitam mais estrangeiros e podem oferecer processos de ingresso simplificados.

A principal decisão passa pelo orçamento disponível, área de interesse e perfil acadêmico. Grandes universidades públicas têm tradição e peso internacional, mas há privadas com ensino inovador, ampla rede de estágios e alunos do mundo inteiro.

Bolsas de estudo e auxílios

Sim, existem opções de bolsas de estudo para estrangeiros em ambas as modalidades. O mais comum são:

  • Bolsas de mérito acadêmico (dependendo das notas escolares ou desempenho no vestibular/ENEM)
  • Auxílio financeiro para alunos comprovadamente sem condições de arcar com todos os custos
  • Programas de incentivo promovidos por governos regionais, fundações e multinacionais parceiras

Em minhas buscas, vi que não é tão simples encontrar essas bolsas quanto se imagina, pois os processos costumam ser concorridos, exigem documentação extra, cartas de motivação e, às vezes, entrevistas. Dedique tempo a isso e inicie sua inscrição com calma para aumentar as chances.

Grupo de estudantes internacionais na Espanha sorrindo juntos

Como obter o visto de estudante espanhol

Com vaga confirmada em mãos, chega o momento de dar entrada no visto de estudante, indispensável para quem vai morar e estudar na Espanha por mais de 90 dias.

O processo costuma ser presencial, feito em um consulado espanhol no Brasil. As etapas básicas são:

  • Comprovação de matrícula definitiva ou carta de aceite da universidade
  • Passaporte com validade superior ao tempo de estadia
  • Seguro saúde internacional (obrigatório) cobrindo todo o período de permanência
  • Comprovantes financeiros (extratos bancários, renda familiar, etc.)
  • Comprovante de moradia inicial (reserva em residência universitária, aluguel, carta convite, etc.)
  • Certidão negativa de antecedentes criminais
  • Atestado médico simples atestando boas condições de saúde

Pode soar um pouco assustador, mas após reunir cada item, o pedido se torna mais simples. Responder prontamente a solicitações de documentação extra e se planejar para não ser pego de surpresa no prazo ajudam muito.

Custo de vida nas principais cidades universitárias

O gasto mensal depende da cidade, do estilo de vida e da escolha da moradia. Para ajudar, listo estimativas (2024) com base em relatos de estudantes e guias oficiais:

  • Madri e Barcelona: maiores valores, em torno de 1.200 a 1.700 euros/mês (inclusos moradia, alimentação, transporte e lazer moderado)
  • Valência, Sevilha, Granada, Salamanca: cidades médias, com custo mensal entre 900 e 1.400 euros
  • Santiago de Compostela, León e cidades do interior: podem ficar entre 700 e 1.100 euros, com boa qualidade de vida

No geral, a maior fatia do orçamento é destinada à habitação. Morar em residência estudantil pode custar de 250 a 650 euros por quarto, enquanto aluguéis de apartamentos variam com localização e número de estudantes compartilhando o local.

Opções de acomodação estudantil

Essas são as alternativas mais comuns que vi para quem chega do Brasil:

  • Residências universitárias oficiais (equivalente às nossas “repúblicas”): geralmente ficam dentro ou perto do campus, com estrutura completa
  • Aluguel em apartamentos compartilhados: ótima para quem quer dividir custos e ampliar o círculo social
  • Famílias anfitriãs ou “homestay”: permite viver com uma família espanhola, o que pode facilitar a integração cultural e o aprendizado do idioma
  • Aluguéis individuais: mais caros, mas oferecem privacidade total

Já ajudei familiares a buscarem as opções junto às universidades espanholas, e recomendo solicitar orientação do setor internacional assim que a vaga for confirmada.

As melhores universidades e como escolher a ideal

A Espanha apresenta instituições de ensino superior de altíssimo nível. Entre as mais reconhecidas estão:

  • Universidad de Barcelona
  • Universidad Autónoma de Madrid
  • Universidad Complutense de Madrid
  • Universidad de Valencia
  • Universidad de Granada
  • Universidad de Salamanca
  • Universidad Pompeu Fabra
  • Universidad Politécnica de Cataluña

Minha dica para escolher a ideal vai além do ranking. Leve em conta o curso desejado, perfil da cidade, infraestrutura, programas de intercâmbio e conexão com o mercado de trabalho. Também pesquise sobre apoio ao estudante estrangeiro e parcerias com empresas e instituições internacionais.

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Sala de aula universitária na Espanha com professor e alunos atentos

Vantagens acadêmicas e experiências culturais ao estudar na Espanha

Decidir morar fora para estudar vai muito além das fronteiras do currículo. Em minhas conversas com quem já fez graduação lá, percebi alguns ganhos que vão transformar sua caminhada:

  • Contato diário com o espanhol (castelhano) autêntico, acelerando fluência e compreensão cultural
  • Convívio com estudantes de diversos países, ampliando horizontes pessoais e profissionais
  • Possibilidade de aproveitar programas de mobilidade acadêmica, como Erasmus+, facilitando estudar em outros países europeus durante a graduação
  • Acesso a laboratórios modernos, bibliotecas de excelência e professores de referência internacional
  • Facilidade de viajar pelas cidades históricas, participar de eventos, festivais e cursos extracurriculares

E o melhor: a Espanha é conhecida por acolher muito bem estudantes estrangeiros.Integrar-se à rotina estudantil e social abre portas para estágios, networking e uma vivência enriquecedora em todos os sentidos.

Dicas finais para quem sonha com uma graduação na Espanha

Se pudesse resumir, diria que planejamento é a palavra-chave. Antecipe etapas, organize os documentos e pesquise sobre cada universidade, curso e cidade. Aplicativos e ferramentas como a da Viver Lá Fora podem ser ótimos aliados para gerir prazos, tarefas e não esquecer detalhes que fazem diferença.

Não basta sonhar: transforme a vontade em um plano bem estruturado.

Incluo aqui alguns conselhos que sempre compartilho:

  • Comece a pesquisar e juntar documentos um ano antes da mudança;
  • Treine o espanhol todos os dias para encarar provas, conversas e documentos;
  • Participe de grupos e fóruns de quem já conseguiu estudar na Espanha para tirar dúvidas práticas;
  • Consulte sempre fontes oficiais e consulte a universidade de destino.

Minha experiência mostra que quanto mais detalhe e organização, menos surpresas desagradáveis. E lembre-se: cada etapa vencida já é parte da conquista desse novo mundo acadêmico e pessoal.

Conclusão

Fazer faculdade em solo espanhol é uma porta para o crescimento acadêmico, profissional e cultural. O processo exige atenção, paciência e muito preparo, mas os ganhos vão muito além do diploma. Cada faculdade oferece oportunidades únicas, então se permita pesquisar, investigar e, principalmente, planejar cada etapa com carinho e estratégia.

Se você está dando os primeiros passos rumo ao exterior, recomendo conhecer a ferramenta organizada pela Viver Lá Fora. Com ela, seu planejamento ganha clareza, prazos e aquele acompanhamento fundamental para não deixar nada escapar. Comece sua jornada agora e dê vida ao seu projeto internacional do jeito certo!

Perguntas frequentes

Como ingressar em uma universidade na Espanha?

Existem três principais caminhos: uso da nota do ENEM (homologada pela UNED), realização do vestibular local ("Selectividad"/EvAU) ou transferência de uma faculdade brasileira já iniciada. Cada modalidade exige documentos específicos e, no caso do ENEM, apenas algumas universidades aceitam esse formato para estrangeiros. É fundamental verificar diretamente com a instituição desejada.

Quais os custos para estudar na Espanha?

Em gerais, as universidades públicas cobram entre 700 e 3.000 euros por ano em taxas, enquanto as privadas variam de 7.000 a 20.000 euros anuais. Além disso, o custo de vida mensal pode girar entre 700 e 1.700 euros, dependendo da cidade e estilo de vida. Despesas extras envolvem moradia, alimentação, transporte e material acadêmico.

Preciso de visto para fazer faculdade lá?

Sim, quem vai estudar na Espanha por mais de 90 dias precisa de visto de estudante. O processo é feito no consulado espanhol, antes da viagem, e exige carta de aceite ou matrícula, seguro saúde, comprovantes financeiros, documentos traduzidos, entre outros requisitos que variam segundo o perfil do estudante.

É melhor estudar em universidade pública ou privada?

Vai depender dos objetivos, orçamento e preferências pessoais. Universidades públicas têm custos mais baixos e tradição, sendo mais concorridas. Privadas oferecem processos seletivos menos rigorosos, maior diversidade de estudantes internacionais e podem contar com mais estruturas de apoio, mas o custo costuma ser bem mais alto.

Qual o nível de espanhol exigido para estudar?

Em geral, é pedido nível intermediário a avançado de espanhol (B1/B2 do Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas). Algumas universidades exigem certificado como DELE ou SIELE, enquanto outras promovem seus próprios testes internos. Ter domínio do idioma é fundamental para acompanhar as aulas, provas e a convivência no campus.

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Viver Lá Fora

Sobre o Autor

Viver Lá Fora

Viver Lá Fora é especialista em desenvolver ferramentas práticas que facilitam o planejamento de mudanças internacionais, apoiando pessoas e famílias em todas as etapas do processo de morar fora. Com base em mais de 20 anos de experiência em modelagem de dados, a equipe da Viver Lá Fora dedica-se a transformar desejos de morar no exterior em planos concretos e estruturados, trazendo organização e clareza para quem busca uma nova vida em outro país.

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