Planejar uma mudança internacional é um processo repleto de desafios. Um dos grandes temas que me deparei, tanto pessoalmente como acompanhando amigos e clientes, é como lidar com os custos que ficam no Brasil antes de embarcar. Entender o que manter, o que cortar de vez e o momento certo para agir faz toda a diferença no equilíbrio financeiro para quem sonha viver lá fora.
Como reconhecer e organizar os custos
Antes mesmo de decidir para qual país ir, eu sempre recomendo colocar todas as despesas na ponta do lápis. Afinal, saber exatamente para onde vai cada centavo é o primeiro passo para não ser surpreendido nas semanas que antecedem a mudança. Isso vale para quem mora sozinho ou tem família grande.
Já usei várias planilhas ao longo dos anos, e posso afirmar que a organização é capaz de aliviar boa parte da ansiedade pré-viagem. Ferramentas como a desenvolvida pela Viver Lá Fora, focada justamente em planejamento para mudança internacional, ajudam a enxergar detalhes que às vezes passam despercebidos.
Eliminar despesas exageradas é, acima de tudo, um ato de liberdade.
Classificando despesas: o que é fixo, variável e descartável
A divisão dos gastos em três grupos facilita o processo de decisão:
- Fixos: aluguel, condomínio, financiamento, escolas, seguro de saúde e contratos de prestação de serviço com multa de cancelamento;
- Variáveis: alimentação, transporte, lazer, contas de energia, água, streaming, telefone e internet;
- Descartáveis: compras por impulso, assinaturas pouco usadas, serviços duplicados, e qualquer gasto que não impacte a rotina da família nos meses anteriores à viagem.
Foi só depois de separar tudo dessa maneira que percebi quanto se pode economizar. E como mostra a pesquisa do Grupo OLX, o custo de vida já pesa no orçamento dos brasileiros antes mesmo da mudança.
Serviços que valem a pena manter até a viagem
Nem tudo pode ou deve ser encerrado imediatamente. Algumas despesas são estratégicas em diferentes situações:
- Planos de saúde e odontológicos – Manter até embarcar oferece proteção em imprevistos;
- Conta de telefone com roaming – Essencial para transações, contatos bancários e autenticação em serviços até a adaptação completa no exterior;
- Contas bancárias – Mesmo que se decida fechar futuramente, recomendo manter por um tempo, já que movimentações ou restituições no Brasil podem acontecer depois da mudança;
- Aluguel e condomínio – Só cancelar se o imóvel for entregue antes da viagem, senão, cumpro o aviso prévio contratado, evitando multas desnecessárias;
- Contratos com multa de rescisão alta – Planejo o encerramento para datas próximas à viagem, tentando negociar condições especiais.
Tudo isso exige atenção. Ao usar um planejamento estruturado, como sugiro com a planilha da Viver Lá Fora, é possível definir datas e ações para cada item, sem correr o risco de esquecer nada.

O que cortar imediatamente: decisões que valem ouro
Após entender o que manter, o próximo passo é atacar sem dó os gastos supérfluos. Cortar despesas desnecessárias meses antes da mudança pode fazer sobrar dinheiro para emergências, reservas ou até para facilitar a chegada no novo país.
Em minha experiência, os principais vilões da bagunça financeira nessa fase costumam ser:
- Academias, clubes e atividades presenciais que não serão mais utilizadas;
- Assinaturas de TV, revistas, jornais e streamings múltiplos – Mantive apenas um até o embarque;
- Serviços de entrega recorrente, caixas por assinatura, cursos online sem conclusão em vista;
- Cartões de crédito adicionais e contas digitais paralelas – O ideal é concentrar para simplificar o controle;
- Gastos com veículos que serão vendidos, como seguro, IPVA futuro ou manutenção;
- Mensalidades escolares ou cursos não mais necessários se a mudança já tem data marcada.
É nesse momento que percebo como pequenas coisas viram um valor considerável em poucos meses. O hábito de revisar cada débito automático no extrato bancário sempre me trouxe boas surpresas.
Moradia: venda, aluguel, ou suspensão?
Segundo uma análise baseada na POF do IBGE, custos com moradia passaram a representar 37% das despesas das famílias brasileiras, saltando para 44,4% nas classes até dois salários mínimos (confira a análise). Ou seja, o impacto do imóvel disponível para venda ou aluguel é enorme.
Eu costumo avaliar quatro cenários:
- Alugar o imóvel: Garante uma renda extra, mas exige cuidado na escolha do inquilino e preferência por contratos que não prendam demais;
- Vender o imóvel: Pode trazer alívio financeiro imediato, mas exige planejamento para que a liquidação não seja feita na pressa;
- Só suspender contratos: Em caso de aluguel, negociar suspensão junto ao proprietário ou antecipar o aviso prévio;
- Manter imóvel fechado: Evitar se não houver rendimentos, pois taxas continuam correndo.
Cada caso requer uma análise pessoal e do mercado imobiliário local. Já vi pessoas prorrogarem a mudança por não conseguirem solucionar essa questão a tempo.

Transporte: decidir entre vender ou manter
Uma dúvida comum é sobre o carro: vender antes ou só depois de resolver toda a papelada? Minha opinião é clara: quanto antes resolver, maior a economia com impostos, seguro, manutenção, estacionamento e combustível. Já acompanhando clientes da Viver Lá Fora, a decisão pesa também na praticidade dos últimos dias no Brasil.
Onde cortar mais? Alimentação e transporte sob lupa
Dados da revista Estudos Econômicos mostram que cidades como São Paulo, Distrito Federal e Rio de Janeiro lideram custos no Brasil, e nesses locais, transporte e alimentação pesam muito. Uma estratégia que uso é adotar rotinas enxutas, evitar delivery, fazer compras mensais focadas em alimentos básicos e reduzir rotas desnecessárias de carro particular.
No mês da mudança então, literalmente corto toda saída extra: restaurantes, passeios e afins. Todo esse dinheiro poupado volta para o caixa da adaptação internacional.
Planejamento: o segredo para gastar menos e começar bem
Vejo que a chave está sempre na organização. Por isso, sou fã de planilhas e alertas de vencimento. A Viver Lá Fora oferece esse caminho para quem quer transformar o sonho de viver no exterior em algo concreto – um projeto estruturado que torna as decisões muito mais fáceis, rápidas e seguras.
Conclusão: a tranquilidade financeira começa antes do embarque
Toda economia feita antes da viagem vira liberdade e paz de espírito para explorar um novo país.Encarar de frente os custos no Brasil antes da mudança exige método, autoconhecimento e determinação. Decidir o que manter e o que cortar tem impacto direto na tranquilidade durante a transição internacional. Usando um bom planejamento e ferramentas como as da Viver Lá Fora, esse processo se torna leve e previsível. Se você está prestes a iniciar essa jornada, comece organizando seus custos hoje e experimente a diferença já nos primeiros meses fora. Para saber mais e ter acesso ao nosso material exclusivo, conheça a solução da Viver Lá Fora e transforme sua mudança em sucesso do início ao fim.
Perguntas frequentes
Quais custos devo manter antes da mudança?
Manter custos essenciais como plano de saúde, contas bancárias, telefone com acesso autorizado ao exterior e contratos com multas altas até as datas próximas do embarque garante segurança e evita transtornos durante a transição. O ideal é definir prazos para cada serviço, priorizando o corte daqueles que não interferem em obrigações ou emergências.
Como identificar gastos desnecessários no Brasil?
Sempre começo revisando extratos e identificando assinaturas, serviços ou mensalidades que deixaram de ter utilidade. Dá para usar listas e planilhas para destacar o que não será usado. Um segredo é perguntar: “esse custo vai me ajudar nos próximos meses?” Se a resposta for não, marco para cancelar.
Vale a pena cancelar serviços temporariamente?
Sim. Suspender temporariamente serviços como academia, TV por assinatura ou internet pode gerar uma boa economia sem perder a possibilidade de reativar se a situação mudar. Muitos contratos oferecem essa alternativa; vale ler o regulamento ou falar diretamente com o provedor.
Como cortar despesas de aluguel e contas?
O corte é mais eficiente quando alinhado ao contrato: planejo avisar o proprietário com antecedência, negociando valores ou procurando quem assuma o imóvel antes. Contas como água e energia podem ser encerradas imediatamente após a saída, evitando cobranças extras.
Onde economizar mais: alimentação ou transporte?
Nas grandes cidades brasileiras, limitar gastos com transporte e alimentação entrega um impacto rápido nas finanças. Trocar refeições fora por comida em casa e adotar transporte público, ainda que temporariamente, libera uma quantia extra no orçamento destinada à mudança.
